Guia Essencial Para Sobreviver a Marraquexe, Marrocos

Guia Essencial Para Sobreviver a Marraquexe, Marrocos

O que pode esperar encontrar neste artigo? A nossa experiência em Marraquexe na primeira pessoa, em paralelo, com vários conselhos, dicas e ainda sugestões do que visitar. É uma espécie de guia de bolso sobre tudo o que consideramos importante saber antes de aqui cair de pára-quedas.

Ao chegar a esta bela cidade dominada pelo caos e alvoroço constante, é provável, que se sinta um tanto intimidado pela agitação, pelo  ininterrupto tráfego de motas e motoretas nas apinhadas ruas, com a excessiva insistência dos vendedores, com tudo o que acontece em simultâneo. É normal, que nos primeiros minutos se questione… mas isto é seguro ? Sim é, e este frenesim constante faz parte do encanto de Marraquexe.

Guia Essencial Para Sobreviver a Marraquexe, Marrocos

Marraquexe, Marrocos

Marraquexe, Marrocos:

A nossa experiência, dicas/conselhos & o que visitar

1. Chegada a Marraquexe

Chegámos a Marraquexe já a noite ia longa, mas apesar das horas tardias, a cidade, essa, continuava tão fervorosa e agitada como se naquele momento tivesse acabado de entardecer, e tudo estivesse tão vivo, tal qual como o nosso coração cheio de adrenalina a bater ao rubro  no ritmo descontrolado de uma cidade que não dorme.

Tem de haver uma primeira vez para tudo e esta foi a primeira vez em que pisámos fora da Europa e demos uso ao nosso passaporte recém-feito. Talvez, por esse motivo, o choque de visitar Marraquexe tenha sido maior.

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As estreitas e labirínticas ruas da medina (Marraquexe, Marrocos)

Se quiser ter uma chegada a Marraquexe agradável,  requisite o serviço de transfer que o seu hotel lhe oferece

Caro leitor, este é um dos conselhos mais pertinentes, para que a sua chegada a Marraquexe decorra sem grandes contratempos. Se esta é a sua primeira vez na cidade, nem pense duas vezes.

Porque deve requisitar este serviço?

#1 Apanhar um táxi não lhe garante que seja uma opção mais económica

O serviço de transfer que a grande esmagadora maioria dos hotéis/riads oferece custa em média 10€-15€. Pode ser um pouco mais caro do que apanhar um táxi ou um transporte público, mas acredite que lhe irá poupar outras dores de cabeça maiores.

Quando apanhámos o táxi de volta para o aeroporto pagámos 100 dirhams (que equivale, sensivelmente, a 10€), à noite. Dependendo das vossas capacidades de negociação e da altura do dia, poderá sair-vos mais barato, mas também mais caro, até porque “táxis” e “enganar turistas” andam de mãos dadas em qualquer lado do planeta e não apenas em Marraquexe.

Se optar pelo táxi, tente ter uma nota de 100 dirhams  ou mais pequena à mão. É comum, não lhe entregarem o troco certo caso lhes dê uma nota maior. E, para evitar surpresas desagradáveis, tente negociar o preço antes de entrar no táxi.

De acordo com a blogger Amanda Mouttaki, do blogue MarocMama, o preço fixo e justo de um táxi do aeroporto até à medina, ronda os 70 dirhams (+/- 7€).

#2 Ao requisitar o transfer, tem alguém de confiança que se irá encarregar de o levar até à porta do seu hotel/riad

O principal motivo porque não  recomendamos apanhar um táxi mal chegue a Marraquexe não se prende sequer com a questão económica. Mas sim com a peculiar arquitectura da cidade. A zona da medina, onde é muito provável que o seu riad fique localizado, é um labirinto sem fim e embora as motas e motoretas sejam frequentadoras assíduas destas estreitas ruas residenciais, é impossível que táxis e outros veículos circulem nelas.

Pelo que a um dado momento, terá de deixar o conforto do táxi, e emaranhar-se nas ruas da medina. Será este o momento crítico para um recém-chegado a Marraquexe, uma vez que se tornará um alvo demasiado fácil para que lhe venham oferecer “ajuda” para o guiar até ao hotel. O melhor é tirar já o cavalinho da chuva, a probabilidade desta ajuda sair de graça é, praticamente, nula!

Quando alguém se oferecer para lhe indicar o caminho, mentalize-se já que é raríssimo não lhe cobrarem por essa ajuda

Se estiver com sorte, pode ser que estes guias improvisados se contentem com as moedas que lhes possa dar, mas também existe o cenário, bastante provável, de as suas moedas não os deixarem satisfeitos.

Quando regressámos a Marraquexe depois da nossa road trip por Marrocos em direcção ao deserto, ainda tínhamos mais 4 dias para desfrutar desta cidade. Confiantes por chegarmos a Marraquexe de dia, acreditámos que nos desenrascaríamos sem ter de pagar o serviço de transfer que o Riad Cherihane nos oferecia por 13€. Escusado será dizer que não correu como havíamos imaginado.

Um jovem simpático e sorridente, viu-nos com malas e abordou-nos oferecendo a sua ajuda e dizendo que sabia onde era o nosso riad, que era mesmo ali ao pé. Parecia genuinamente amigável e até se ofereceu para carregar as nossas malas. Não nos acompanhou durante mais de 4 minutos, de facto, o nosso riad, era mesmo ali perto.

Quando chegámos ao destino, a simpatia desvaneceu-se e pediu-nos dinheiro por nos ter trazido até ali. O Valter sacou de 20 dirhams (2€) e entregou-lhos. Não contente com a quantia, pede mais, diz que lhe devemos dar, pelo menos, 10€. Jogámos a mão ao bolso, damos-lhe mais 20 dirhams e ficamos com os bolsos vazios. Volta a insistir que aquilo, para ele, não é nada e que não é justo, mas fincamos pé e dizemos que não temos mais dinheiro connosco. Foi embora, arrematando, mas foi. E nós respiramos de alívio!

Com esta e outras experiências que tivemos, apercebemo-nos que Marraquexe também tem uma faceta inóspita e  menos simpática para o turista. Esta faceta está tão presente no DNA da cidade como todas as outras facetas positivas, todas elas fazem parte da complexa alma e essência de Marraquexe, e gostando ou não, teríamos que aprender a viver com esta realidade.

Este regresso a Marraquexe com sabor agridoce, para além do travo amargo que nos deixou na boca, também nos deixou um tanto preocupados com a possibilidade de nos perdemos à noite nestas labirínticas ruas de regresso ao Riad Cherihane e voltarmos a ter uma experiência como esta.

Depois de instalados no Riad Cherihane, fizemos uma sesta de meia hora, refrescámo-nos com um banho, deixámos os passaportes e outros documentos de maior valor no hotel, assim como algum do nosso dinheiro, guardámos o dinheiro em locais pouco acessíveis e saímos, confiantes, à procura da praça Jemaa el-Fna.

Decidimos não mais aceitar indicações de ninguém . Fomos sempre com a máxima atenção, tentando memorizar cada passo para que conseguíssemos regressar, sem problemas. Regressámos ao nosso riad, por volta das 2h da manhã, sãos e com todos os nossos pertences, felizes da vida, por nunca nos termos enganado no caminho.

2. É seguro andar à noite em Marraquexe?

Em Marraquexe, o cair da noite, é como o amanhecer de um novo dia na cidade. A cidade, já por si só tumultuosa e pulsante, ao cair da noite ganha toda uma nova dimensão de movimento, de confusão, de vida.

  Saímos todas as noites para a praça Jemaa el-Fna para jantarmos e voltámos tarde, quando nos apetecia. Desde que saibam voltar para o vosso riad de cor, não consideramos que seja, de todo perigoso. Claro que bom senso e caução são princípios que se aplicam aqui e em qualquer outro lugar do mundo.

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Riad Goloboy (Marraquexe, Marrocos)

3. Onde ficar alojado?

Durante as nossas 4 noites em Marraquexe ficámos em 3 riads diferentes.

Mas o que é um riad perguntam vocês? Um riad é uma casa de arquitectura típica marroquina construída em torno de um pátio central. Em Marrocos, é frequente, o nome “riad” designar  hotéis/guesthouses que  possuem esta configuração tradicional.

O que gostámos mais em cada um dos riads que experimentámos?

Riad Marraplace – gostámos especialmente da localização fantástica, a 5 minutos a pé da icónica praça Jemaa el-Fna. Relação qualidade preço incrível. Pagámos 37€/noite por um quarto duplo com casa de banho e pequeno-almoço incluído. Reserve aqui.

Riad Cherihane – decoração exótica e aconchegante, aliada a um óptimo preço. Por comparação, com os outros alojamentos onde ficámos, este goza de uma localização menos privilegiada. São cerca de 25 minutos a caminhar até à Praça Jemaa el-Fna, nada demais, mas  já que estamos a comparar com os outros riads, este foi o percurso que menos gostámos de fazer à noite.  Pagámos 27€/noite por um quarto duplo com casa de banho, tivemos direito a um upgrade grátis para um quarto maior e pequeno-almoço incluído. Reserve aqui.

Riad Goloboy – este foi o mais caro, mas também o nosso predilecto. Adorámos não só a nossa suite, mas também todos os espaços comuns, nomeadamente, a piscina e o terraço onde o pequeno-almoço é servido. O Riad Goloboy conquistou-nos não apenas pelo excepcional cuidado ao pormenor e elegante decoração, mas também pelo fabuloso staff. Quanto à distância em relação à praça Jemaa el-Fna são cerca de 15-20 minutos a pé, mas o caminho é fácil. Conseguimos inclusive chegar a este riad apenas com a ajuda do GoogleMaps.  Pagámos 160€ por 2 noites de alojamento na Suite Tatus e pequeno-almoço incluído. Dependendo das datas, é possível encontrar quartos duplos por 50€/noite. Reserve aqui .

Todas estas acomodações têm ar condicionado. Algo muito importante a saber se estão a pensar visitar Marraquexe no verão.

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Suite Tatus, Riad Goloboy (Marraquexe, Marrocos)

As opções de alojamento em Marraquexe são mais que muitas. Sãos tantos os riads lindos e a preços acessíveis que uma pessoa encontra quando começa a pesquisar  que o difícil é mesmo escolher apenas um.

Sugestão extra: Palais Namaskar. No ramo do luxo sumptuoso e garantindo uma experiência memorável e arrebatadora, o Palais Namaskar é a nossa principal sugestão. Perfeito para luas de mel ou  escapadinhas românticas. Reserve aqui.

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Praça Jemaa el-Fna, Marraquexe Marrocos

4. Praça Jemaa el-Fna

Sabiam que esta praça foi declarada pela UNESCO, como sendo uma “obra-prima do Património Mundial”? 

A praça Jemaa el-Fna  foi sempre ponto de paragem obrigatória durante todos os dias e, principalmente, noites da nossa estadia em Marraquexe, mas temos de confessar que receando que nos pedissem uma quantia monetária pouco razoável por qualquer interacção humana feita, ignorámos sempre a grande maioria das abordagens, tão pouco contribuímos com os nossos dirhams para os espectáculos.

Pensando agora com mais sobriedade do conforto da nossa casa, não nos teria feito mal nenhum despender de alguns dirhams para ajudar estes artistas de rua a ganhar o seu dia. Numa próxima visita, iremos mais sensibilizados.

A verdade é que a constante insistência de todos, dos senhores que afirmam que podemos tirar fotos, mas que já sabemos de antemão que nos irão cobrar por tal, das senhoras da hena, dos encantadores de cobras e de todos os senhores dos restaurantes que nos tentam persuadir a escolher o seu estabelecimento em detrimento dos demais é um nítido contraste  para quem está habituado a circular livremente pelas ruas e acaba por resultar numa dessensibilização momentânea.

O João Leitão, que para além de ser um dos nomes mais sonantes no mundo da blogosfera portuguesa, é também expert em Marrocos, tem um belíssimo artigo no seu blogue sobre a praça Jemaa el-Fna e merece a vossa leitura. Pena só termos descoberto este artigo quando regressámos a Portugal. Ele inclusive menciona quanto se deve pagar caso estejam interessados em tirar fotos às dezenas de personagens que enchem a praça de vida. 

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Praça Jemaa el-Fna, Marraquexe, Marrocos

Numa das noites, escolhemos jantar num dos estabelecimentos ambulantes da praça Jemaa el-Fna. Não somos tanto nós que escolhemos qual a barraquinha onde iremos jantar, é mais ao contrário, são eles, que nos escolhem e nos sugam com a sua exímia persuasão a escolhermos  as suas iguarias.

Embora, a comida que pedimos não tenha sido nada de extraordinário. Eu escolhi um misto de peixes fritos e o Valter um misto de espetadas, o que nos ficará para a memória será a  técnica de nos fazerem pagar o dobro pelo prato do Valter por lhe terem adicionado umas costeletas de borrego. Ora, o Valter nem gosta de costelas de borrego, quem as teve de comer fui eu. Este jantar, apenas com os nossos dois pratos principais, uma água e pão, custou-nos cerca de 240MAD (23€), longe de ser alguma fortuna, mas saiu-nos mais caro do que a média dos restaurantes onde comemos durante toda a viagem.

5. Conte sempre, mas sempre o troco

Por certo, esta forma fácil de conseguir um lucro extra com os turistas não é exclusiva de Marraquexe, mas aqui, mais do que nunca, percebemos que se não tivéssemos  atenção ao troco, seríamos enganados constantemente.

6. Carteiristas

A arte de roubar carteiras já é velha e tão pouco é exclusiva de Marraquexe, mas esta agitada cidade com o seu reboliço constante tem todas as características para ser um paraíso para quem exerce esta profissão pouco nobre. Estejam sempre atentos e não guardem o dinheiro, nem documentos importantes em locais fáceis de aceder.

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Souks de Marraquexe, Marrocos

7. Fazer compras nos souks (mercados)

Os souks são também uma das artérias vitais que fazem pulsar o coração agitado de Marraquexe com todo o fervor.

Ir a Marraquexe e não se perder nos souks, é como ir a Paris e nem vislumbrar a Torre Eiffel. Fazer compras nos souks pode ter tanto de fascinante como de cansativo, especialmente, para quem não está habituado ao constante processo de negociação do preço.

Nos souks, como em todo e qualquer lado da vida, há pessoas simpáticas e amistosas que nos dão vontade de lhes comprarmos tudo e mais alguma coisa e depois há aquelas cuja persistência roça a insolência e nos deixam pouco à vontade. 

Não se deixem intimidar pela persistência dos vendedores, é normal que esta veia faça parte de um povo com um passado tão mercantil . Não foi ontem, nem hoje que o passado comercial desta cidade se escreveu, afinal Marraquexe  foi ponto de paragem para as caravanas de comércio que viajavam através do deserto rumo ao norte.

Marraquexe é inclusive uma das quatros cidades imperiais de Marrocos, as outras três são Meknes, Fez e Rabat. Todas elas foram, nalgum momento da história capital do país. De momento, é Rabat quem possui o título. 

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Jardim Majorelle, Marraquexe, Marrocos

8. Jardim Majorelle

Sobre esta atracção classificada no TripAdvisor como o nº1 de actividades em Marraquexe não querendo tirar o mérito ao pintor  Jacques Majorelle que dedicou 40 anos para criar este oásis de calma no meio da cidade, não temos muito a dizer, apenas que esperávamos mais e ficámos um tanto desiludidos.

Para aqui chegarmos levámos uns 45 minutos a caminhar e estava calor, muito calor. Claro que depois disto, esperávamos encontrar algo que nos surpreendesse, que fizesse valer a pena a caminhada, mas não foi o caso. Expectativas demasiado altas, talvez.

Não é que o jardim seja feio ou que esteja mal tratado. Antes pelo contrário, é bonito e está em perfeitas condições.  Mas achámo-lo pequeno, esperávamos encontrar mais variedade de plantas, mais trilhos onde nos pudéssemos perder e, na realidade, nem dá para nos perdermos porque o espaço a que o jardim está confinado é pequeno. É bonito porque possui o charme característico da decoração e arquitectura marroquina, mas este charme também o encontrarão em muitos dos excepcionais riads/hotéis espalhados por Marraquexe. 

Se tem jeito para a coisa  e gosta de posar com paredes azuis e cactos, então esta talvez seja a sua praia. Obviamente que não temos nada contra, talvez apenas um bocadinho de inveja, por não sermos assim tão dotados a pousar para as fotos com um ar sedutor/desprevenido /normal.

O preço para entrar nos jardins ronda os 7€/pessoa.  Não é nenhuma fortuna, mas face aos restantes preços dos monumentos, achámos um tanto exagerado. Não queremos ser de intrigas, mas…pagámos apenas 1€ para visitar o Palácio da Bahia.

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Palácio Bahia, Marraquexe, Marrocos

9. Palácio Bahia

Embora o palácio esteja vazio no interior, não deixa de ser interessante contemplar uma das obras arquitectónicas mais importantes da cidade. Acreditem ou não, visitar este palácio custar-vos-á apenas um 1€, uma autêntica pechincha.

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Mesquita Koutoubia, Marrakech, Marrocos

10. Mesquita Koutobia

Esta emblemática mesquita e o seu minarete, caracterizam a cidade de Marraquexe como nenhum outro edifício. Infelizmente, à semelhança de todas as outras mesquitas de Marrocos, não é permitido a visita de não muçulmanos. Terão de contentar-se em vislumbrá-la  apenas do exterior.

A Mesquita Hassan II, em Casablanca, é a única excepção, que permite que turistas, muçulmanos e não muçulmanos possam contemplar o seu interior.

11. Madrassa Ben Youssef

Durante o ano de 2018 encontra-se fechada para obras. Por este motivo não tivemos o privilégio de visitar este marco na história de Marraquexe.

Esta madraça foi, durante séculos, uma escola corânica que chegou a receber mais de 900 alunos.

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Medina, Marraquexe, Marrocos

12. Conduzir em Marraquexe

Os rumores sobre a condução em Marraquexe são verídicos. Conduzir nesta cidade é mesmo uma valente loucura. Não só as ultrapassagens em traços contínuos abundam, mas também as motas aparecem de todo e qualquer lado. E, claro, parar em plena rotunda para descarregar pessoas também é, perfeitamente, normal e aceitável.

Depois de aterrarmos em Marraquexe e, no caminho do aeroporto para o hotel, testemunharmos esta confusão, ficámos um tanto lívidos com o que nos esperava no dia seguinte… às 10h já estaríamos a conduzir o carro que alugámos durante 5 dias em direcção ao deserto do Sahara.

Caso esteja a ponderar fazer o mesmo ou semelhante trajecto não entre em pânico, conduzir em Marraquexe é muito mais louco do que conduzir no resto do país, pelo menos nos locais e cidades do Sul que visitámos. 

13. Internet

A grande maioria dos hotéis/riads tem Internet. Mas se estiverem interessados em ter Internet em todo e qualquer lado, até porque pode dar jeito para recorrer ao GoogleMaps, procurem uma loja da operadora “Orange” e comprem um cartão SIM local. Pagámos cerca de 7€ pelo cartão e por 5GB de Internet.

Claro que só funcionará se o vosso telemóvel estiver desbloqueado a outras redes.

14. Quanto tempo ficar?

Achamos que 2-3 dias é suficiente para captar a essência de Marraquexe e do seu caos. Embora, Marraquexe seja uma cidade fulcral na história de Marrocos, o país tem muito mais para oferecer aos seus visitantes .

15. Leve dinheiro para cambiar

Sempre que viajámos para outros países nunca nos preocupámos com a questão de levar dinheiro para cambiar e nunca tivemos problemas. Porém, em Marrocos, vimo-nos aflitos quando chegámos a Marraquexe e não conseguimos levantar quantias superiores a 50€. Experimentámos todos os multibancos possíveis e nenhum deixou que levantássemos mais dinheiro. Claro que, eventualmente, noutros dias conseguimos levantar mais dinheiro.

Esta situação foi, particularmente, stressante porque no dia seguinte tínhamos  que pagar o aluguer do carro em dinheiro. Falámos com o nosso banco e eles asseguraram que não se passava nada de errado com os nossos cartões e que o limite fora da Europa é de 200€/dia. Estamos longe de compreender o motivo, mas dado que somos de bancos diferentes e esta situação aconteceu-nos aos dois, evite este inconveniente e leve algum dinheiro consigo. Especialmente, se já sabe que terá  uma despesa maior mal chegue, como o aluguer de um carro.

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Quando decidi escrever este texto o objectivo era apenas um. Preparar quem esteja com bilhete de ida para Marraquexe, para o choque que vai sentir quando aterrar na cidade rosa.

A verdade é que há muitas situações desagradáveis para o turista que podem ser evitadas com um mínimo de precaução e essa precaução passa por já se ir preparando para o que irá encontrar.

Marrocos é um país seguro e encantador, vê-se bastante polícia em todo o lado. Achamos, apenas, importante ir preparado de antemão para o alvoroço que vai viver nas ruas para que possa desfrutar ao máximo dos seus dias em Marraquexe.

Esquecemo-nos de mencionar algo que tenha curiosidade em saber ? Então não hesite em perguntar-nos!

Lara Oliveira

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