Palácio da Ajuda, Lisboa: Um Exemplar Único No Mundo

Palácio da Ajuda, Lisboa: Um Exemplar Único No Mundo

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“O Palácio da Ajuda é único no mundo porque se conserva até hoje como testemunho intocado do que foi uma residência real europeia ao estilo Napoleão III. Todos os palácios congéneres, nomeadamente em Londres e Paris, foram sendo atualizados, ao contrário do da Ajuda, onde a implantação da República precipitou o exílio da sua última ocupante, a rainha mãe, D. Maria Pia, e o encerramento do Palácio durante décadas. Mas o Palácio da Ajuda é mais que o último exemplar de uma exigente moda de origem francesa, é também uma casa com um acervo fora-de-série de obras de arte e peças decorativas.” Informação retirada do site da RTP.

Palácio da Ajuda, Lisboa: Um Exemplar Único No Mundo

Palácio da Ajuda

Em 5 anos a viver em Lisboa foi preciso esperar até à minha última semana na cidade para, finalmente, fazer uma visita a este monumental palácio. A primeira vez que tomei conhecimento da sua existência foi num desses dias em que me dediquei a ser turista na cidade de Lisboa e apanhei um autocarro com direcção à Ajuda. De longe, avistei-o, sem saber ao certo o que era. Tão pouco sabia que era possível visitá-lo. Se por fora a sua aparência imponente já me tinha deixado intrigada, agora que já o visitei posso, seguramente, afirmar que foi o seu interior que me deixou embasbacada.

Palácio da Ajuda, Lisboa: Um Exemplar Único No Mundo

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Já em casa, uma curta pesquisa revelou que se tratava do Palácio da Ajuda. Momentos depois fiquei um tanto reflexiva… Como pode uma obra desta envergadura não ser mais divulgada? Nem ser referida como uma das coisas essenciais a visitar numa ida à capital? Na minha modesta opinião, deveria estar em pé de igualdade de divulgação com os belíssimos pastéis de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e todas as outras  icónicas  figuras de Lisboa.

E, revelo já que não fica assim tão longe dos Pastéis de Belém. Depois de encherem o vosso estômago com estas deliciosas tentações, uma caminhada de 20 minutos até ao Palácio da Ajuda até vos facilita a digestão. Consultem o Google Maps para aqui chegar.

Como habitual, para além de partilharmos as fotos que tirámos daremos o nosso melhor para sermos os vossos guias nesta visita virtual ao palácio e à sua história.

História e Curiosidades

O palácio foi encerrado em 1910 aquando da instauração da república e exílio da família real. Abriu no ano de 1968 ao público como museu.

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A história do palácio está intimamente ligada ao terramoto de 1755. Com este cataclismo, o sumptuoso Paço da Ribeira, localizado à beira rio, onde os reis habitavam sucumbiu às forças da natureza.

A família real ficou então desalojada e decidiu mandar construir a nova residência na zona menos afectada por este desastre natural, a zona da Ajuda, que tal como Belém não sofreu danos tão grandes como o resto da cidade.

O Rei vigente nessa época, D. José, mandou então construir a chamada Real Barraca, um palácio de madeira, com receio de futuros sismos. Ora bem, até pode ter ficado a salvo dos sismos, mas não se livrou de um incêndio. Em 1794 um avassalador incêndio destruiu a Real Barraca.

Foi nessa altura, ano de 1794, que se resolveu construir um enorme palácio para os reis de Portugal, na mesma zona onde estava a anterior Real Barraca.

Quão enorme é o palácio? Só para terem uma ideia o palácio tem mais de 200 salas. Se bem que nem todas são visitáveis. Visitáveis são pouco mais de 30.

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Em 1794 encontramo-nos em plena Revolução Francesa. Napoleão era quem mandava na Europa por esses dias. Napoleão ameaçou invadir Portugal, exigia que não admitíssemos os navios ingleses no nosso país. Portugal não obedeceu, e Napoleão se o disse, melhor o fez.

Foi no ano de 1807 que as forças napoleónicas ocuparam Lisboa. O rei, toda a família real e o governo não viram outra opção se não exilaram-se no Brasil para assegurar a independência de Portugal.

Com a mudança da corte para o Brasil, a capital de Portugal foi, então, temporariamente transferida para o Rio de Janeiro. Para além da transferência da real família, algum do real mobiliário foi também transferido para o Brasil.

Com o exílio da família real, a independência de Portugal até pode ter ficado assegurada, mas o mesmo já não se poderá dizer das obras no Palácio da Ajuda. As obras no palácio começaram no ano de 1795. Estamos, agora, no ano de 2017, já mais de 200 anos se passaram e ainda não estão terminadas. De acordo com uma notícia que lemos no Jornal Expresso prevê-se a sua conclusão algures em 2018.

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Palácio inacabado

O Palácio da Ajuda foi residência permanente da monarquia portuguesa apenas durante o reinado de D. Luís, desde 1861 a 1889. É, portanto, no período de D. Luís e da sua esposa D. Maria Pia que este palácio é a sede da monarquia. Depois do rei D. Luís, os reis conseguintes preferiram habitar no Palácio das Necessidades e no de Belém.

Palácio da Ajuda, Lisboa: Um Exemplar Único No Mundo

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D. Maria Pia, que veio de Itália para casar com D. Luís, já era conhecida pelas grandes compras que fazia para a sua casa- o Palácio da Ajuda. Diz-se que era uma rainha generosa não só nas compras que fazia para os seus aposentos, mas em tudo o que fazia. Não poupava a sua generosidade nas esmolas que dava nem na caridade que fazia.

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Sala do Retrato da Rainha – Palácio da Ajuda

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Sala de Jantar – Palácio da Ajuda

“D. Maria Pia ingeria sempre a comida que lhe colocavam nos pratos, fôsse pouca ou fôsse muita. Tinha enguiço em pedir mais ou em mandar reduzir a que lhe serviam (…)” João Pinto de Carvalho, Lisboa de Outrora

Já D. Luís, o seu marido, comia muito e acompanhava tudo com pão com manteiga

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Sala dos Jantares Grandes – Palácio da Ajuda

Sabiam que ainda hoje os banquetes da Presidência da República são servidos na Sala dos Jantares Grandes, no Palácio da Ajuda? Que permite, no máximo, 180 lugares sentados.

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Como chegar?

Como já mencionámos no início do texto, o Palácio da Ajuda não fica longe de Belém. Poderão alcançá-lo com uma caminhada de cerca de 20 minutos, utilizando o Google Maps. Ou poderão apanhar um transporte público para aqui chegar.

Transportes- Carris: 18; 729; 732; 742; 60

Horário

Das 10h00 às 18h00
(Última entrada às 17h30)

ENCERRA
À quarta-feira, 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 13 de junho e 25 de dezembro.

Esta informação foi retirada do site oficial do Palácio da Ajuda.

Preço dos bilhetes

 Os ingressos custam 5€, mas há vários descontos. Nomeadamente desconto de estudante.

Mais informação

Para os mais curiosos e amantes de história, recomendamos os seguintes documentários da RTP sobre o Palácio da Ajuda:

Existe um documentário interessante, também no arquivo da RTP, sobre D. Maria Pia. Podem vê-lo aqui.

A informação para fazer este texto resultou da visualização dos documentários que vos sugerimos e também da consulta de alguns arquivos e notícias. Podem consultá-los aqui e aqui.

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